Questionado sobre o impacto eleitoral das apurações da CPMI do INSS envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT) conhecido como “Lulinha”, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, partiu para o ataque, acusando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de tentar blindar seu filho, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Sem citar Bolsonaro nominalmente, Boulos disse que o episódio revela a “grande diferença” entre Lula e “o ex-presidente que estava na Papuda até ontem e hoje está em prisão domiciliar”. Em entrevistas e discursos à militância, membros do PT já vinham adiantando que a campanha eleitoral focará no discurso de que os crimes só vieram a público porque houve investigação e, por consequência, autonomia da Polícia Federal (PF).
“Quando o seu Flavinho Bolsonaro, que agora é candidato a presidente da República, estava sendo, no governo do papai dele, investigado por milícia, rachadinha, Queiroz, lavagem de dinheiro em loja de chocolate, o pai dele deu surto em reunião ministerial, mandou trocar o diretor da PF e mudar o ministro da Justiça”, disse o ministro, em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (25).
VEJA TAMBÉM:
Fala ocorre após pesquisa indicar aproximação entre pré-candidatos
A citação a Flávio ocorre no mesmo dia em que uma pesquisa do instituto AtlasIntel (registro no TSE nº BR-04227/2026) é divulgada e mostra ele e Lula empatados na margem de erro, com 46,6% de intenções de voto para o petista e 47,6% ao filho do ex-presidente, enquanto 6% declararam voto branco, voto nulo ou não souberam responder. O instituto ouviu 5.028 pessoas entre os dias 18 e 23 de março, com margem de erro de um ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
Ex-ministro da Justiça e indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Flávio Dino decidiu anular a votação da CPMI que autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho do presidente. Dino argumentou que não é possível realizar quebras de sigilo por meio de votação em bloco, o que chamou de aprovação “no atacado”.
Boulos ainda acusou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de se omitir no caso do Banco Master, destacando que a liquidação extrajudicial ocorreu somente durante a gestão de Gabriel Galípolo.
Em depoimento à Polícia Federal (PF), o diretor de fiscalização da autarquia, Ailton de Aquino Santos, foi questionado sobre a demora na medida e explicou que o procedimento de liquidação extrajudicial exige uma análise rigorosa da contabilidade do banco.
Créditos Gazeta do Povo
*conteúdo reproduzido para propagação da informação. Todos os direitos de imagem, conteúdo, texto e pesquisa são pertencentes a Gazeta do Povo. Caso queria que seja encerrado a publicação, envie email para jornalismo@novafm96.com.br para retirar do ar.



















