A Polícia Federal colocou o Primeiro Comando da Capital (PCC) no centro de uma nova ofensiva em Mato Grosso do Sul. A Operação Kathárisma resultou no cumprimento de 24 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão. A investigação mira uma organização criminosa ligada à facção.
A operação alcançou Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Aquidauana, Terenos, Corumbá, Anastácio e Campo Grande. Na Capital, agentes cumpriram mandados em duas unidades prisionais, incluindo a Gameleira e o Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho. Nem dentro dos presídios a investigação deixou de bater à porta.
Segundo a PF, o grupo investigado possuía divisão de funções, canais próprios de comunicação e mecanismos de identificação de integrantes, além de movimentações financeiras sob apuração. A investigação busca reunir provas sobre a participação dos suspeitos na organização criminosa. Se condenados pelo crime previsto na legislação, os envolvidos podem enfrentar penas de três a oito anos de prisão, além de multa.
Por trás da ofensiva está um cenário de disputa entre PCC e Comando Vermelho (CV) pelo controle de territórios e rotas do tráfico. A posição de Mato Grosso do Sul, na fronteira com Paraguai e Bolívia, transformou o Estado em área estratégica para as facções. De acordo com um promotor do Ministério Público estadual, a guerra pode ter provocado mais de 100 mortes no Estado neste ano. Enquanto os grupos brigam pelo mapa do tráfico, a violência cobra seu preço nas ruas.
MILTON DE SÁ, de CAMPO GRANDE(MS)




