O fim da escala de trabalho 6×1 tem potencial para impulsionar a Previdência Social pública e diminuir os índices de informalidade no país, conforme defendeu o senador Paulo Paim (PT-RS) durante discurso proferido no Plenário nesta quinta-feira (8). O debate ocorre em torno da PEC 221/2019, Proposta de Emenda à Constituição atualmente em tramitação no Senado Federal, na qual o parlamentar ressaltou que o crescimento econômico precisa estar aliado à valorização profissional e a medidas humanitárias.
Impactos na arrecadação e no emprego De acordo com o parlamentar gaúcho, a diminuição da carga horária semanal, preservando os salários atuais, resultará na criação de novas vagas e na retração do mercado informal, o que consequentemente elevará a receita do sistema previdenciário devido ao aumento no número de contribuintes.
“Quando reduzimos a jornada, ampliamos o emprego formal, criamos condições para uma melhor distribuição do trabalho existente. Ninguém está na informalidade porque gosta. Com um salário decente, com uma jornada decente, é claro que ele vai querer estar na formalidade, vai querer ter a carteira de trabalho assinada.”
Atenção aos trabalhadores sem registro O representante legislativo também respondeu aos críticos que alegam que os defensores da mudança não consideram os aproximadamente 30 milhões de brasileiros inseridos no mercado informal, afirmando que essa parcela da população é o foco principal da medida em discussão.
“Pois é exatamente neles que nós estamos pensando. Se ele vai para uma jornada decente, é claro que não vai querer ficar na informalidade; quer trabalhar em algo decente e com salário decente”
A discussão sobre o modelo de jornada de trabalho segue mobilizando parlamentares e especialistas em busca de um equilíbrio entre produtividade empresarial, proteção social e a melhoria na qualidade de vida da classe trabalhadora brasileira.
Fonte: Senado Federal




