A Polícia Federal intensifica as investigações para identificar os membros de um grupo de hackers conhecido como “Os Meninos”. Ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, o núcleo operava invasões a sistemas sigilosos do Judiciário e da PF para atender aos interesses de uma organização criminosa.
Qual era a função principal do grupo integrante da organização?
Denominado “Os Meninos”, esse núcleo funcionava como uma célula de inteligência cibernética. Eles eram responsáveis por hackear e invadir sistemas de órgãos oficiais, como o Ministério Público Federal, o Judiciário e até a Interpol. O objetivo era extrair informações confidenciais para subsidiar as ações de outro grupo operacional da organização, conhecido como “A Turma”.
Como funcionava a estrutura financeira dessa organização?
As investigações revelaram uma estrutura profissional com remuneração fixa e bônus. Mensagens interceptadas mostram que cerca de R$ 1 milhão por mês era destinado ao custeio das atividades. Cada integrante do grupo de hackers recebia aproximadamente R$ 75 mil mensais. Os pagamentos eram realizados por meio de empresas para tentar dar uma aparência de legalidade às transações financeiras.
O que diferenciava o grupo “Os Meninos” da chamada “Turma”?
Havia uma divisão clara de tarefas. Enquanto “Os Meninos” focavam no ambiente digital e em invasões cibernéticas, “A Turma” era o braço mais visível e violento. Este segundo grupo atuava em campo, realizando monitoramento físico de alvos, vigilância de rotinas e práticas de intimidação direta, funcionando como uma espécie de milícia privada para o banqueiro Daniel Vorcaro.
Como a Polícia Federal conseguiu flagrar os suspeitos?
Durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Rodoviária Federal interceptou um veículo que transportava dois potenciais integrantes do grupo de hackers. No interior do carro, foram encontrados computadores, malas e caixas, indicando que os suspeitos estavam em processo de mudança. O flagrante reforçou os indícios de que o grupo continuava monitorando autoridades e sistemas sigilosos.
Por que a prisão preventiva de Daniel Vorcaro foi mantida pelo STF?
O ministro André Mendonça fundamentou a manutenção da prisão no risco à ordem pública. Para o relator no STF, a existência de uma estrutura coordenada que utiliza hackers para invadir bancos de dados restritos demonstra a gravidade e a atualidade do esquema. Além disso, há indícios de que o grupo cooptou influenciadores para atacar instituições públicas, como o Banco Central.
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