O lateral-esquerdo Jefté, vinculado ao Palmeiras, aceitou uma suspensão preventiva após testar positivo para furosemida, um agente diurético vedado pelas normas de controle antidopagem. A coleta ocorreu nos primeiros dias de agosto, em momento sem compromissos oficiais, e o atleta optou por se afastar voluntariamente das dependências da equipe enquanto o Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD) não emite um veredito final. A revelação foi feita pelo clube paulista nesta quinta-feira.
Posicionamento do clube e do atleta
Conforme relatado pela instituição alviverde, o lateral sustentou que a ingestão ocorreu de maneira acidental e sem qualquer ciência dos especialistas pertencentes ao Núcleo de Saúde e Performance (NSP). A diretoria palmeirense destacou que monitora os desdobramentos e aguarda um desfecho célere.
Por meio de nota oficial, o competidor relatou ter recebido o resultado com espanto e abatimento, negando qualquer tentativa de burlar as regras para ganho atlético.
— Desde o primeiro momento, tenho colaborado de boa-fé com as autoridades competentes e, em respeito aos procedimentos aplicáveis e ao jogo limpo, aceitei a suspensão provisória — afirmou.
Jefté Vidal ainda pontuou que atua junto aos seus representantes legais e à diretoria para elucidar o ocorrido e preparar sua defesa. O defensor reforçou a confiança na elucidação dos fatos e isentou o time de qualquer responsabilidade sobre o episódio.
Histórico recente de lesões
Vale destacar que o jogador do Palmeiras já se encontrava indisponível para atuar desde o mês de junho, período em que foi submetido a um procedimento cirúrgico no joelho em virtude de uma ruptura no menisco. O processo de reabilitação física já o mantinha distante dos gramados antes mesmo da revelação do resultado adverso.
A medida cautelar seguirá vigente durante a análise do TJD-AD, visto que o caso ainda carece de uma deliberação definitiva a respeito de uma possível infração às diretrizes antidoping.
O que é a substância detectada
A furosemida consiste em um fármaco diurético com ação direta nos rins, estimulando a expulsão de água e sódio através da urina, sendo comumente receitada para quadros de retenção hídrica.
No âmbito esportivo, a substância figura na lista de proibições da Agência Antidopagem. O bloqueio ocorre porque tais compostos podem servir para ocultar o uso de outras substâncias ilícitas em testes laboratoriais. Contudo, a simples constatação do elemento não comprova dolo para melhoria de rendimento atlético, cabendo aos órgãos competentes avaliarem as particularidades e a responsabilidade envolvida.
Fonte: Portal Extra




