O candidato ao governo estadual Eduardo Paes (PSD) garantiu seu engajamento na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno, mas fez questão de ressaltar sua independência política durante caminhada realizada na comunidade da Rocinha, localizada na zona sul da capital fluminense.
Posicionamento diante das críticas Questionado sobre sua postura eleitoral, o ex-prefeito do Rio de Janeiro detalhou sua relação com o atual chefe do Executivo federal e explicou como lida com sua base de eleitores, que possui visões políticas diversificadas.
“Tenho muita gratidão ao presidente Lula, voto nele, faço campanha. Agora, tem pessoas que votam em mim que não fazem campanha, que não votam no presidente Lula. Eu já disse: não sou do PT, eu não penso tudo igual ao Lula, eu não sou um vassalo”, afirmou Eduardo Paes.
Diálogo e avaliação da gestão federal Apesar de manter distanciamento programático em relação aos petistas, o candidato assegurou que conversou com o presidente na terça-feira passada e garantiu que não existe nenhum tipo de atrito entre ambos.
Baixo desempenho no estado Ao analisar os resultados eleitorais, Eduardo Paes pontuou que o rendimento de Lula no território fluminense ficou abaixo dos índices registrados no pleito de 2022. Para ele, o cenário desfavorável decorre de falhas na articulação política do governo federal junto à população local.
“Ele fez R$ 20 bilhões de investimentos e ninguém reconhece o trabalho dele na Baixada Fluminense. Eu posso ter mil teses, o que eu vou dizer depois da eleição. Eu acho que faltou política aqui no estado do Rio de Janeiro. Comigo não, me ajudou pra caramba, agora… Se deu R$ 20 milhões para a Baixada e articulação, eu não era o prefeito da Baixada”, argumentou o político.
Cenário da disputa eleitoral A vaga na nova fase da eleição foi garantida após o pleito realizado no último domingo (4), no qual Eduardo Paes assegurou a segunda colocação, escapando por uma margem estreita de ficar fora da disputa definitiva.
Adversário no segundo turno Do outro lado da corrida pelo Palácio Guanabara está Douglas Ruas (PL), nome respaldado pelo senador Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno na liderança com 49,31% dos votos válidos, ficando a apenas 0,7% de liquidar a fatura ainda na etapa inicial.
O avanço expressivo da direita e do eleitorado alinhado ao bolsonarismo no estado tem exigido cautela de Eduardo Paes, que adota discursos moderados para evitar desgaste com eleitores de centro e da direita que apoiam sua postulação ao governo estadual.
Fonte: Portal Info Money




