As projeções dos consumidores americanos para a alta dos preços no curto prazo registraram um avanço expressivo no mês passado, atingindo o patamar mais elevado desde maio de 2023. O levantamento mensal conduzido pelo Federal Reserve Bank de Nova York apontou que a mediana das estimativas para a inflação nos próximos 12 meses subiu para 3,9% em setembro, superando os 3,6% registrados no período anterior.
Projeções de médio e longo prazo
Enquanto o horizonte de um ano sofreu forte pressão, as expectativas para a inflação em três anos também avançaram, passando para uma mediana de 3,3%, frente aos 3,2% calculados em agosto. Por outro lado, o cenário de longo prazo permaneceu ancorado, com as estimativas para cinco anos estagnadas em 3%.
Cenário do mercado de trabalho
Apesar do pessimismo generalizado com o custo de vida, a avaliação sobre o emprego apresentou melhora. Os trabalhadores passaram a calcular uma probabilidade menor de desligamento e maiores chances de pedir demissão voluntariamente. A parcela da população que projeta um aumento na taxa de desemprego ao longo dos próximos 12 meses recuou para cerca de 44%.
Além disso, a probabilidade estimada de recolocação nos três meses seguintes a uma eventual demissão subiu para 46%. O recuo nas expectativas de perda de emprego foi mais notável entre indivíduos de 40 a 60 anos e em lares com renda anual superior a US$ 100 mil.
Desafios financeiros e gastos
A publicação do relatório ocorre a menos de um mês das eleições legislativas nos Estados Unidos, evidenciando a insatisfação popular com o cenário macroeconômico, mesmo diante da expansão contínua da atividade. No campo financeiro, a percepção dos consumidores sobre a própria situação econômica deteriorou-se pelo segundo mês consecutivo. Cerca de 42% das famílias relataram estar em condição financeira pior do que no ano anterior, ao passo que apenas 18% notaram algum progresso.
Mesmo com as dificuldades relatadas na obtenção de crédito e no pessimismo financeiro, os cidadãos seguem encontrando alternativas para sustentar o consumo. A projeção de crescimento das despesas para o próximo ano alcançou o ponto mais alto desde maio de 2023, com os entrevistados estimando que os gastos subirão em ritmo superior ao da renda. Em contrapartida, a chance de inadimplência em dívidas nos três meses seguintes apresentou leve queda, situando-se em 12%.
Fonte: Portal Info Money




