Advogados da Câmara e do Senado, junto com familiares de presos do 8 de janeiro, enviaram manifestações ao STF em defesa da Lei da Dosimetria. O grupo rebate argumentos da AGU e de partidos de esquerda que tentam barrar a norma, alegando que a redução de penas não ameaça a democracia.
O que é a Lei da Dosimetria e por que ela gera polêmica?
Dosimetria é o cálculo que define o tamanho da pena de um condenado. A nova lei busca recalcular punições que o Congresso considera desproporcionais para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A polêmica ocorre porque partidos de esquerda e o governo federal alegam que penas menores deixariam a democracia desprotegida, enquanto parlamentares defendem que o Legislativo tem o direito político de equilibrar o rigor da Justiça.
Quais são as principais mudanças que a lei traz para os condenados?
A lei prevê quatro benefícios principais: aplicar apenas uma punição para crimes parecidos (em vez de somar várias penas), permitir a progressão de regime após cumprir um sexto da pena, reduzir a punição para quem não foi líder ou financista em crimes de multidão e permitir que o tempo de estudo ou trabalho em prisão domiciliar ajude a diminuir o tempo de condenação.
Qual é o principal argumento do Senado em defesa da nova regra?
Os advogados do Senado afirmam que a Constituição não obriga o legislador a criar punições sempre mais severas para proteger o Estado. Eles argumentam que defender a democracia não exige, necessariamente, penas altíssimas e execução rígida. Para o Senado, presumir que a proteção das instituições depende apenas de punitivismo é um equívoco jurídico.
Como a Câmara explica a redução de pena para crimes cometidos por multidões?
A defesa da Câmara utiliza um conceito chamado ‘psicologia das multidões’. Segundo os advogados, em grandes aglomerações, o contágio emocional e a impulsividade podem reduzir a capacidade crítica e a autonomia de quem participa dos atos. Isso justificaria uma pena mais branda para quem agiu movido pelo momento coletivo, desde que não tenha liderado ou financiado a ação.
Quando o STF deve decidir se a lei é válida?
Atualmente, a aplicação da lei está suspensa por decisão do ministro Alexandre de Moraes, que aguarda uma posição oficial de todos os ministros da Corte. O julgamento sobre a constitucionalidade da norma deve ser solicitado para o plenário do Supremo Tribunal Federal entre o fim de maio e o início de junho de 2026.
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